OSTEOPEROSE JOVEM

Publicado por DigitalConnection no dia 1.04.2019

Osteoporose significa, em termos simples, perda de massa óssea.

Cada vez mais observamos esta doença e gravíssimo problema de saúde pública, em pessoas mais jovens.

Quando aparece na mulher em menopausa, mais velha, é chamada de osteoporose primária. Na verdade cerca de 50% do osso que a mulher perde na menopausa, é perdido nos 3 a 5 anos primeiros pelo que a terapêutica hormonal deve ser instituída precocemente.

Mas podemos ter a chamada osteoporose secundária, quando há uma causa subjacente. Entre estas causas temos:

. Medicações  como corticoides, excesso de hormona tiroideia, antiácidos contendo alumínio, doença de Chron, diabetes, aumento do funcionamento das glândulas paratiroideias, insuficiência renal crónica, cirurgia bariática, doença celíaca, artrite reumatóide, histerectomizadas com ovários não funcionantes (consequência da cirurgia algumas vezes) ou com ciclos anovulatórios, que por sua vez pode ser consequência de um hipotiroidismo.

Na verdade são várias as hormonas que “modelam” a fisiologia óssea: as hormonas tiróideias como a T4/T3 e a calcitonina, a paratormona, os estrogénios e androgéneos, a IGF1 e a Hormona de Crescimento, pelo que temos de verificar toda esta relação aquando do estudo de uma osteoporose, mesmo num jovem.

Alguns estudos apresentam a hipótese de a causa poder ser hereditária num número pequeno de casos.

Mas há ainda uma causa frequente e que não é incomum actualmente e é sobre esta que quero chamar a atenção, dado a possibilidade de ser a causa em qualquer idade e muito especialmente na juventude: défice de ingestão de produtos lácteos, o que de facto até é correto, mas temos de substituir por alternativas, anorexia nervosa, obesidade, tabaco, ingestão excessiva de álcool, ingestão de refrigerantes, estilo de vida sedentário, falta de exercício físico.

Não é incomum observar osteoporose em pessoas jovens, na década dos 30.

Evite este grave problema de saúde pública e adquira desde já hábitos e estilos de vida saudáveis! Está em grande parte nas nossas mãos controlar a nossa saúde.