Presença de pêlos indesejáveis em áreas que na mulher são normalmente desprovidas de pêlos.
É uma queixa comum em mulheres jovens antes dos 45 anos.

Causas

hirsustismoAs mulheres desenvolvem hirsutismo e alopecia androgénica (falta de cabelo com padrão masculino) quando os níveis de hormonas femininos estão baixos e o nível da DHT (dehidrotestosterona), a hormona virilizante masculina está proporcionalmente elevada, o que podemos verificar pelos níveis de androstenediol glucoronideo, o metabolito da DHT elevado no soro.

A deficiência de tiróide e de cortisol podem concomitantemente favorecer o hirsutismo.

A deficiência da tiróide leva a uma inibição da enzima aromatase e consequentemente à diminuição da transformação da testosterona em estradiol. Ao mesmo tempo estimula a enzima 5-alfa-reductase, formando-se mais DHT.

A diminuição de cortisol e da sua produção pelas supra-renais fazem com que haja um acréscimo da ACTH, hormona que vai estimular a produção de mais cortisol.

Esta estimulação vai levar à produção de androgéneos (DHEA e androstenediona) pela supra-renal que vão levar a uma virilização com excesso de pêlos, ou seja ao hirsutismo.

Dando dexametasona, um glucocorticóide de acção prolongada “acalmamos “ a supra-renal levando a uma diminuição da produção destas hormonas que estão a ser produzidas indevidamente.

Também um aumento da Prolactina pode levar a um aumento das hormonas masculinas chamadas androgéneos, por mecanismo indirecto, entre outros.

Diversas são as possíveis causas orgânicas, algumas graves, pelo que há que se proceder ao estudo desta patologia para se despistarem doenças que possam causar um aumento de hormonas masculinas na mulher com consequente virilização por vezes.

A  Síndrome do Ovário Poliquístico (SOP) ou Hiperplasia da Supra-Renal Não Clássica (HSR-NC) de aparecimento tardio, são causas que se enquadram neste grupo.

Pode manifestar-se como queixa isolada, ou como parte de um quadro mais complexo com obesidade, diabetes, distúrbios menstruais e infertilidade.

Há pois que se estudar convenientemente a utente, dadas as múltiplas hipóteses etiológicas deste distúrbio.

Na maioria das vezes no entanto o que acontece é uma hipersensibilidade às hormonas masculinas não se observando de facto um aumento dos níveis destas hormonas, mas um aumento da actividade dos receptores nos folículos pilosos, ou um aumento das suas formas livres no sangue. È o chamado hirsutismo idiopático.

Terapêutica

A terapêutica disponível actualmente é variada e vai interferir na “criação” de novos pêlos e não na “eliminação” de pêlos indesejáveis já existentes, pelo que deve sempre ser coadjuvada com métodos de depilação seguros, eficazes e adequados à situação da utente, efectuados em centros de qualidade e de reconhecida eficácia.

A terapêutica médica deve ser efectuada por médico experiente e sob vigilância deste para segurança do utente aos medicamentos utilizados.

Podemos inibir o crescimento piloso exagerado controlando o hirsutismo, sendo os primeiros sinais visíveis ao fim de 4 a 6 meses.

A vida do folículo piloso é em média de 7 anos, pelo que o tratamento deve ser continuado.

O tratamento médico é fundamental, e o diagnóstico hormonal e a correcção dos hábitos alimentares devem ser efectuados.

São diversos os tratamentos médicos disponíveis, dependendo do grau de severidade do hirsutismo observado.

Deve efectuar o perfil para estudo do hirsutismo que a Clinica Anti-aging tem já preparado e efectuar alguns exames de imagem como a ecografia ginecológica e abdominal/renal.

Consulta de hirsutismo

Na primeira consulta é efectuada a história clínica da utente e o exame objectivo, com observação completa da utente para se despistarem causas secundárias face aos sinais e sintomas observados.

O utente retira sangue para análises que nos confirmarão ou não a presença de um hiperandrogenismo, ou outras alterações hormonais, para que melhor se adeque o tratamento à respectiva utente.

Exames de imagem como ecografia ou outros são eventualmente necessários.

As consultas são efectuadas 3, 6 e 9 meses depois, para avaliação analítica e médica.

Os tratamentos devem ser continuados dada a longevidade do foliculo piloso. Pelo menos um ano. Ao parar a terapêutica eventualmente toda a sintomatologia pode voltar dependendo da causa do hirsutismo.

 

 

Preencha o questionário e pode marcar a sua consulta pelo número 217993338